Bandeira de Haiti

Quando Haiti joga na Copa do Mundo 2026?

Haiti · Em disputa · Grupo C · CONCACAF

Grupo C: Brasil · Escócia · Haiti · Marrocos
Participações2ª Copa do Mundo
Melhor campanhaFase de grupos (1974)
TécnicoSebastien Migné
DestaqueDuckens Nazon
EliminatóriasLíder do Grupo C da CONCACAF, à frente da Costa Rica e Honduras
Tranquilo
No limite
Difícil
Madrugada
Calendário dos jogos de Haiti — atualizado automaticamente quando a seleção avança no mata-mata

Horários dos jogos de Haiti na Copa do Mundo 2026

Todos os horários de início dos jogos de Haiti aparecem no seu fuso horário local, detectado automaticamente pelo seu navegador. Haiti disputa os jogos da fase de grupos em Boston, Filadélfia e Atlanta. Use o seletor de fuso horário acima para converter os horários para horário de Brasília, hora de Lisboa ou qualquer outro fuso. Defina os seus horários disponíveis para ver quais jogos de Haiti cabem na sua agenda. Para a tabela completa, volte à página principal ou baixe a tabela imprimível.

Haiti na Copa do Mundo 2026

O Haiti volta a uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974, e é uma das histórias mais notáveis do torneio. Este é um país que não consegue jogar partidas em casa no próprio estádio porque o local foi tomado por gangues armadas. Disputaram os jogos de eliminatórias com mando em Curaçao. O fato de estarem aqui já fala de uma resiliência que vai muito além do futebol. A campanha de 1974 faz parte do folclore das Copas. O Haiti perdeu os três jogos da fase de grupos, mas marcou contra Itália e Argentina por meio de Emmanuel Sanon, um atacante que disputou parte da carreira pelo San Diego Sockers. Sanon chegou a colocar o Haiti em vantagem por seis minutos contra a Itália antes da reação europeia. Recebeu funeral de Estado quando faleceu em 2008 aos 56 anos, e seu recorde de 37 gols pela seleção só foi superado recentemente por Duckens Nazon.

A classificação foi conquista em si. Com os três anfitriões ausentes das eliminatórias da CONCACAF, o caminho ficou mais aberto, mas o Haiti ainda precisou terminar acima de nações estabelecidas como Costa Rica e Honduras. O técnico Sébastien Migné montou uma unidade defensiva disciplinada que absorve pressão e ataca em transições. A organização e a consciência tática que ele instalou transformaram um elenco que costumava depender de momentos individuais.

Nazon quase certamente estará na lista, trazendo 44 gols em 79 jogos pela seleção e uma carreira de clube notavelmente nômade que passou por França, Índia, Inglaterra, Bélgica, Escócia, Bulgária, Turquia e Irã. O veterano goleiro Johny Placide é o batimento emocional do time. O elenco carece de estrelas em comparação aos rivais de grupo, mas a união e o senso de propósito são palpáveis. O Grupo C com Brasil, Marrocos e Escócia é brutalmente difícil. O Haiti será azarão em todas as partidas, e sair do grupo exigiria múltiplos milagres. A partida contra a Escócia é a melhor chance de resultado, jogo entre duas nações com longas ausências em Copas e muito a jogar.

Mesmo um empate ali seria celebrado em casa como um título. Realisticamente, o Haiti não passa da fase de grupos. Mas não é disso que isto trata. Trata-se de representação, orgulho e mostrar ao mundo que uma pequena nação caribenha enfrentando enormes desafios ainda pode competir no maior palco. Cada minuto vivido nesta Copa é vitória para o futebol haitiano, e se produzirem um momento de magia, algo como o gol de Sanon contra a Itália há 52 anos, isso viverá para sempre na memória do país.