A FIFA pode fazer melhor
A FIFA não é uma organização em apuros. Gerou mais de 7,6 bilhões de dólares em receita no último ciclo da Copa do Mundo e dispõe de reservas multibilionárias. O argumento de que preços altos são necessários não se sustenta. Subsidiar dezenas de milhares de assentos a preço de torcedor — aqueles que enchem os estádios do barulho e cor que fazem da Copa o que ela é — mal seria notado nas contas da FIFA. A decisão de expulsar pelo preço os torcedores fiéis em favor de clientes corporativos, especuladores de revenda e quem dá o maior lance é exatamente isso: uma decisão.
A denúncia à Comissão Europeia não pede ingressos de graça. Pede transparência, o fim da precificação dinâmica num evento único na vida e respeito pelos torcedores cuja presença dá sentido ao torneio. A Copa do Mundo 2026 é disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Os torcedores que construíram a paixão global pelo futebol merecem uma porta de entrada.