Copa do Mundo 2026: Prognósticos

Favoritos, zebras e os caminhos pelo mata-mata

Os favoritos ao título

A Copa do Mundo 2026 distribui o favoritismo entre quatro seleções europeias e duas sul-americanas. A Espanha chega como atual campeã europeia e favorita estatística pela maioria das casas; a França oferece o elenco mais completo do torneio, com profundidade rara no meio e no ataque; a Inglaterra busca redenção depois de duas finais europeias perdidas; a Argentina defende o título com Messi possivelmente em sua despedida.

O Brasil chegou à competição com o pior desempenho de classificação da era moderna e precisa de Ancelotti para reorganizar o projeto. A Alemanha carrega o peso de duas eliminações consecutivas na fase de grupos. Os Países Baixos têm o elenco mais equilibrado da última década, mas continuam sem um centroavante confiável.

Zebras com valor

Marrocos repete a base dos semifinalistas de 2022 e mantém Walid Regragui no comando. Sua classificação africana foi impecável. É a zebra mais séria do torneio.

A Colômbia chega depois de ser vice-campeã da Copa América 2024, com um Luis Díaz devastador. O Uruguai, dirigido por Bielsa, derrotou Argentina e Brasil nas eliminatórias e sempre é candidato a surpreender. A Türkiye traz um dos elencos ofensivos mais empolgantes da competição.

Como o formato de 48 muda o torneio

Para além de quem levanta o troféu, nas Copas a regularidade histórica é o melhor indicador: seleções que foram longe em torneios recentes tendem a repetir, porque a experiência em jogos eliminatórios pesa mais do que um bom início de fase de grupos.

O novo formato de 48 seleções muda os cálculos. Os terceiros colocados também avançam, o que significa que seleções modestas podem alongar sua Copa para além da fase de grupos: uma vitória e um empate já podem bastar para chegar às oitavas.

Variáveis a observar

Lesões de figuras-chave (especialmente atacantes e goleiros) podem mudar o panorama de uma noite para a outra. A forma de Lamine Yamal, Mbappé, Messi e Vinícius Júnior será determinante. A regularidade das defesas em jogos eliminatórios costuma prever resultados melhor do que o poder de fogo da fase de grupos.

O fator anfitrião beneficia especialmente o México (com fuso e altitude), nem tanto os Estados Unidos (cujo elenco gera mais dúvidas do que certezas) ou o Canadá (estreante absoluto em Copa caseira). Brasil e Portugal — os dois maiores públicos lusófonos — chegam com diagnósticos opostos: o Brasil com a estrela em queda, Portugal com Cristiano Ronaldo possivelmente em sua sexta e última Copa.