Bandeira de Iraque

Quando Iraque joga na Copa do Mundo 2026?

Iraque · Em disputa · Grupo I · AFC

Grupo I: França · Iraque · Noruega · Senegal
Participações3ª Copa do Mundo
Melhor campanhaFase de grupos (1986)
TécnicoGraham Arnold
DestaqueAymen Hussein, Ali Jasim
EliminatóriasVitória asiática nos play-offs com pênalti aos 107 minutos, depois venceu a Bolívia no play-off intercontinental
Tranquilo
No limite
Difícil
Madrugada
Calendário dos jogos de Iraque — atualizado automaticamente quando a seleção avança no mata-mata

Horários dos jogos de Iraque na Copa do Mundo 2026

Todos os horários de início dos jogos de Iraque aparecem no seu fuso horário local, detectado automaticamente pelo seu navegador. Iraque disputa os jogos da fase de grupos em Boston, Filadélfia e Toronto. Use o seletor de fuso horário acima para converter os horários para horário de Brasília, hora de Lisboa ou qualquer outro fuso. Defina os seus horários disponíveis para ver quais jogos de Iraque cabem na sua agenda. Para a tabela completa, volte à página principal ou baixe a tabela imprimível.

Iraque na Copa do Mundo 2026

O Iraque está de volta a uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1986. A jornada para chegar aqui foi extraordinária. Sua única participação anterior veio durante a guerra Irã-Iraque, quando perderam todos os três jogos do grupo sem balançar a rede. Os 40 anos no meio trouxeram o título da Copa da Ásia em 2007, uma das grandes histórias de azarão do futebol internacional, mas a classificação para uma Copa do Mundo sempre se mostrou apenas fora de alcance. O drama da classificação daria documentário. Demitiram o técnico no meio da campanha, contrataram o ex-comandante da Austrália Graham Arnold, perderam classificação automática por gols marcados por pouco, depois precisaram de pênalti aos 107 minutos no play-off asiático contra os Emirados Árabes Unidos.

E ainda não tinham terminado. Restava uma viagem ao México para a final do play-off intercontinental contra a Bolívia, e passaram por essa também. A jornada foi quase tão exaustiva de acompanhar quanto de viver. Apenas chegar a esses play-offs já era conquista, dados os desafios geopolíticos que o time enfrenta. Disputar partidas longe de casa em meio a conflitos contínuos no Oriente Médio não é fácil, e a interrupção se estende a campos de treinamento, preparação e desgaste mental sobre jogadores e comissão. O elenco desenvolveu senso de propósito e união em meio à adversidade que o carregou por quatro rodadas separadas de classificação.

Arnold trouxe experiência e pragmatismo tático após substituir Jesus Casas no meio da campanha. O time não tem nomes que torcedores casuais reconheçam, mas o coletivo é organizado, fisicamente competitivo e joga com mentalidade nunca-diga-morrer que nasce de privações genuínas. O público iraquiano louco por futebol, muitos dos quais ficaram acordados a noite inteira para ver as partidas dos play-offs, vai assistir com orgulho imenso. O Grupo I com França, Senegal e Noruega é tão difícil quanto fica.

O Iraque será azarão pesado em cada partida, e sair do grupo se classificaria como uma das maiores zebras da história das Copas. A França é potencial campeã, a Noruega tem Erling Haaland e o Senegal é uma das melhores seleções da África. A matemática não fecha para avançar. Mas isto não é sobre a matemática. A Copa do Iraque é sobre representação, sobre mostrar ao mundo que uma nação enfrentando desafios enormes ainda pode competir no maior palco do esporte. Se conseguirem produzir um resultado memorável, um momento de magia que fure o ruído de um torneio de 48 seleções, ressoará muito além do futebol. Já bateram a probabilidade só por estar aqui. Qualquer outra coisa é bônus, e bônus são o que tornam Copas especiais.