Bandeira de Cabo Verde

Quando Cabo Verde joga na Copa do Mundo 2026?

Cabo Verde · Fazendo história · Grupo H · CAF

Grupo H: Arábia Saudita · Cabo Verde · Espanha · Uruguai
ParticipaçõesEstreia na Copa do Mundo
Melhor campanhaEstreia
TécnicoPedro Leitão Brito (Bubista)
DestaqueDailon Livramento
EliminatóriasLíder do grupo da CAF, com vitória de 1-0 sobre Camarões
Tranquilo
No limite
Difícil
Madrugada
Calendário dos jogos de Cabo Verde — atualizado automaticamente quando a seleção avança no mata-mata

Horários dos jogos de Cabo Verde na Copa do Mundo 2026

Todos os horários de início dos jogos de Cabo Verde aparecem no seu fuso horário local, detectado automaticamente pelo seu navegador. Cabo Verde disputa os jogos da fase de grupos em Atlanta, Miami e Houston. Use o seletor de fuso horário acima para converter os horários para horário de Brasília, hora de Lisboa ou qualquer outro fuso. Defina os seus horários disponíveis para ver quais jogos de Cabo Verde cabem na sua agenda. Para a tabela completa, volte à página principal ou baixe a tabela imprimível.

Cabo Verde na Copa do Mundo 2026

Cabo Verde está numa Copa do Mundo pela primeira vez, e é genuinamente uma das histórias mais bonitas do torneio. Um arquipélago insular ao largo da costa oeste da África com população de aproximadamente 600 mil habitantes, só virou membro da federação de futebol em 1982 e nunca tinha chegado perto de se classificar antes deste ciclo. Quando bateram Camarões por 1-0 nas eliminatórias, as ilhas explodiram. Foi o resultado que tornou o sonho real. Não há retrospecto em Copas para se apoiar, porque este é território totalmente novo. Cabo Verde vem subindo no futebol africano na última década, alcançando as quartas da CAN em 2013 e competindo regularmente nas eliminatórias, mas a Copa sempre foi considerada um passo demais para uma nação deste tamanho.

O formato expandido de 48 seleções abriu uma porta mais larga, e os caboverdianos correram por ela. As eliminatórias foram construídas sobre esforço coletivo em vez de brilho individual. Lideraram o grupo africano, que incluía Camarões, país com infinitamente mais recursos e pedigree no futebol. O elenco é em larga medida formado pela diáspora, com jogadores elegíveis pelos pais ou avós que rastreiam raízes às ilhas. Essa conexão à herança cria camada extra de motivação que vai além da preparação tática.

O técnico Pedro Leitão Brito, conhecido como Bubista, nasceu na ilha de Boa Vista e passou a carreira no futebol caboverdiano. Agora é herói nacional, o homem que levou uma nação minúscula ao maior palco do esporte. O atacante Dailon Livramento marcou o gol da vitória contra Camarões e pode escrever-se mais fundo nos livros de história do país. Poucos jogadores no elenco operam no nível europeu mais alto, mas o espírito coletivo compensa de sobra.

O Grupo H com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita é tão duro quanto fica para um estreante. Espanha e Uruguai estão entre os melhores do torneio, e até a Arábia Saudita tem mais experiência em Copa. Sair do grupo exigiria algo próximo de milagre. A partida contra a Arábia Saudita é o alvo realista para resultado, o jogo em que Cabo Verde pode genuinamente competir se trouxer o melhor. Mas eis o ponto sobre a Copa de Cabo Verde: sucesso não se mede só por vitórias e derrotas. Cada momento neste torneio é celebração para as ilhas e para a comunidade da diáspora global. Cada atuação competitiva contra adversários classe mundial prova que geografia e população não precisam limitar a ambição no futebol. Se marcarem um gol, as ilhas vão celebrar por semanas. Se conseguirem resultado, vira folclore. Cabo Verde está aqui para fazer memórias, e as memórias já começaram.